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Violência sexual contra crianças e adolescentes

A legislação brasileira define a violência sexual contra crianças e adolescentes como qualquer conduta que constranja a criança ou o adolescente a praticar ou presenciar conjunção carnal ou qualquer ato libidinoso, inclusive exposição do corpo em foto ou vídeo por meio eletrônico ou não. Podendo se manifestar de duas principais maneiras: 

Abuso sexual

Qualquer ato que busque estimular ou entrar em contato com a sexualidade da criança ou do adolescente, para estímulo, prazer ou satisfação sexual próprio ou de terceiros.

Exploração sexual

Utilização sexual de crianças e adolescentes com o objetivo de obter lucro ou troca, seja financeiro ou de qualquer espécie.  

Violência sexual é crime! Se suspeitar ou souber de algum caso, denuncie! Disque 100, a ligação é gratuita e anônima, ou vá até o Conselho Tutelar ou a delegacia mais próxima.  

Conheça algumas formas da violência sexual

Para ser considerada violência sexual, não é necessário ter contato físico. Veja abaixo algumas formas que a violação pode se manifestar tanto presencialmente quanto no ambiente digital.

qualquer abordagem, comentário, insinuação ou proposta de natureza sexual.

pressão psicológica, chantagem, manipulação emocional ou abuso de autoridade para cometer a violação. A coerção pode envolver ameaças diretas ou indiretas, como exposição de segredos ou promessas de recompensas. 

exposição intencional do corpo ou dos órgãos genitais na frente de crianças e adolescentes ou no campo de visão deles, com o objetivo de obter excitação sexual ou causar impacto.

qualquer ato imposto mediante uso de força física, ameaça ou intimidação. No caso de crianças e adolescentes, a legislação considera que não há possibilidade de consentimento válido, o que torna qualquer relação sexual com menores de 18 anos uma violação grave, independentemente do uso de violência explícita.
processo gradual em que é estabelecida uma relação de confiança com a criança ou o adolescente com o objetivo de facilitar a violência sexual. Esse processo pode incluir demonstrações de afeto, oferta de presentes, atenção excessiva e criação de vínculos emocionais para obter gratificação sexual.
ato de observar uma criança ou adolescente com finalidade sexual. Isso inclui situações como espiar em banheiros, vestiários ou quartos.

Violação intrafamiliar e extrafamiliar

Não existe um local específico para acontecer a violação, bem como não existe um perfil exato de agressor. No entanto, é possível classificar a violência sexual como intrafamiliar ou extrafamiliar.

Intrafamiliar

Quando existe alguma relação de parentesco ou de responsabilidade entre o agressor e a criança ou o adolescente.

Extrafamiliar

Quando a violação é cometida por pessoas estranhas ou fora do convívio familiar, podendo ou não ser próxima à criança ou ao adolescente.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam que em 63,7% das notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes o local da violação registrado é a residência, ou seja, um lugar que deveria ser considerado seguro para as crianças e os adolescentes.

Conheça os sinais que podem indicar possíveis casos da violação

A violência sexual deixa marcas para a vida toda. Conheça alguns sinais que podem indicar possíveis casos da violação e ajude a combatê-la.

O que fazer diante de uma suspeita ou de um caso

Suspeita ou sabe de algum caso de violência sexual contra crianças e adolescentes? Saiba o que fazer! A sua ação é determinante para a proteção da criança.

Acredite e acolha

Caso uma criança ou um adolescente revele sofrer a violação, mantenha a calma, ouça com atenção e demonstre que ele fez a coisa certa ao contar. Não questione a veracidade do relato na frente dele, minimize o que aconteceu ou reaja com raiva ou descontrole emocional.

Não investigue sozinho

Evite fazer perguntas detalhadas e repetidas sobre o que aconteceu. Isso pode piorar o trauma para a criança ou o adolescente e até comprometer investigações futuras. Deixe a escuta especializada para os profissionais.

Não confronte o agressor

Confrontar o agressor pode colocar a criança ou o adolescente em risco, alertá-lo para destruir evidências e pressionar a vítima a retratar o relato por medo de represálias. O confronto direto não é sua função, mas a proteção da criança e a denúncia formal, sim.

Denuncie imediatamente

Acione os canais de denúncia adequados. A denúncia pode ser feita por qualquer pessoa e quanto antes for realizada, maior a possibilidade de proteção.

Disque 100 ou vá até o Conselho Tutelar ou delegacia mais próxima.

Busque apoio especializado para a criança

A criança ou o adolescente vítima de violência sexual precisa de acompanhamento psicológico para processar o trauma. Os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem atendimento gratuito à criança, ao adolescente e à família.

Entenda as consequências da violência sexual

A violência sexual contra crianças e adolescentes pode afetar o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente, além de deixar marcas que podem durar para a vida toda!

Consequências a curto prazo 

Crianças raramente mentem sobre abuso sexual. Quando uma criança encontra coragem para contar, o que mais precisa é ser acreditada. Mantenha a calma, ouça com atenção, demonstre que ela fez a coisa certa ao contar e que não é culpa dela. Nunca questione a veracidade do relato na frente dela, minimize o que aconteceu ou reaja com raiva ou descontrole emocional. 

Consequências a médio e longo prazos  

Evite fazer perguntas detalhadas e repetidas sobre o que aconteceu. Isso pode aprofundar o trauma para a criança também comprometer investigações futuras, uma vez que depoimentos repetidos e conduzidos por leigos podem invalidar provas em processos judiciais. Deixe a escuta especializada para os profissionais. Evite também perguntas que impliquem culpa, como “por que você não contou antes?”. 

A sua atitude pode mudar para sempre a vida de uma criança!

Se suspeitar ou souber de algum caso de violência sexual, denuncie: Disque 100!