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Nos últimos anos, a violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital tem ganhado cada vez mais destaque. O avanço das tecnologias e das redes sociais ampliou as possibilidades de contato entre adultos, crianças e adolescentes, fazendo com que seja necessário ter cuidado redobrado também no online.
A violência sexual contra crianças e adolescentes não precisa de contato físico para acontecer. Veja abaixo algumas maneiras dela se manifestar também pela internet.
Em vigor desde março de 2026, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital, prevê a proteção de crianças e adolescentes frente aos novos desafios impostos pelo avanço das tecnologias e do ambiente digital.
Uma das principais medidas prevista pelo ECA Digital é a responsabilização dos fornecedores de produtos ou serviços digitais pela adoção de medidas que previnam e mitiguem riscos de acesso, exposição, recomendação ou facilitação de contato das crianças e dos adolescentes com os seguintes conteúdos, produtos ou práticas:
Converse sobre os riscos da internet sem causar medo excessivo. Oriente que informações pessoais, endereço, escola ou rotina não devem ser compartilhados publicamente ou com estranhos.
Conheça os aplicativos e jogos que a criança ou o adolescente utiliza e saiba com quem ele conversa. É possível configurar ferramentas de controle parental para monitorar a atividade da criança ou do adolescente online.
Explique que as pessoas que pedem segredos, fazem muitos elogios à aparência física, oferecem presentes ou querem conversar sobre assuntos sexuais não têm boas intenções e oriente a criança ou o adolescente a procurar ajuda sempre que uma situação suspeita acontecer no ambiente digital.
Estabeleça um vínculo de confiança para que a criança ou o adolescente se sinta confortável em compartilhar se algo o incomodou ou deixou constrangido online. Garanta que ele não terá nenhuma represália ao relatar uma situação inadequada.